HAITI
Era uma vez, em um país não muito distante…
Toda boa história começa com um “era uma vez” e para a Oster Design não poderia ter sido diferente. Nosso “era uma vez” acontece em um país chamado Haiti, mais precisamente, na sua capital, Porto Príncipe.
Um belo dia, uma de nossas sócias recebeu uma ligação e uma proposta: “Tenho que fazer 4 hospitais no Haiti e preciso de alguém que faça toda parte visual e sinalização, você topa?” Sem pensar duas vezes, Erika disse “sim” — e foi assim que tudo começou.
Éramos 4 pessoas animadas com esse novo desafio mas sem saber ao certo onde tudo isso ia dar.
Hora de formar a equipe! Erika logo ligou para o Nicholas, seu filho e designer. Ele, por sua vez, entendendo a grandiosidade do projeto, achou que precisaria de ajuda e, na mesma hora, chamou seus dois companheiros de faculdade, Giovana e Stefano, para participarem do projeto também. Éramos 4 pessoas animadas com esse novo desafio mas sem saber ao certo onde tudo isso ia dar.
Passada a inércia inicial provocada pela ansiedade e o tamanho do desafio, a equipe mergulhou em uma profunda pesquisa para entender a fundo esse lugar chamado Haiti. No início do trabalho, já ficou muito claro que não iria ser fácil. Como achar algo de bom em um lugar em constante “guerra” — civil e política — e que, recentemente, tinha sido devastado por um terremoto? A gente sabia que tinha que ir mais fundo; entender realmente o seu povo e sua cultura, para só assim enxergar o belo por trás desses desastres.
Fotos: Equipe Oster Design
Depois de muita pesquisa, descobrimos o tap-tap, o transporte público mais utilizado no Haiti. Pense em um micro-ônibus muito colorido, com imagens religiosas, jogadores de futebol, cantores, animais — tudo misturado e pintado na carroceria — som nas alturas com músicas sempre muito animadas… Momento de alegria em meio ao caos, onde passageiros conversam e cantam, sempre com um sorriso no rosto. Um mix de referências, cores, sons, cheiros e sentimentos; esse é o tap-tap. Agora o mais curioso: quanto mais colorido e bem pintado for, mais passageiros darão preferência a esse tap-tap. O haitiano entende que se o dono do tap-tap tem cuidado com o visual do carro, sua mecânica e estado geral também estão bons.
Trabalhamos com referências, cores, formas que os usuários já estavam familiarizados e ainda utilizamos fotos de moradores das comunidades próximas.
Pronto! Havíamos achado o conceito para todo o projeto. Assim como o tap-tap, queríamos mostrar que nossos hospitais eram locais seguros, onde as pessoas seriam bem tratadas e onde fosse possível torna-lo um local mais leve, alegre, descontraído e amigável. Trabalhamos com referências, cores, formas que os usuários já estavam familiarizados e ainda utilizamos fotos de moradores das comunidades próximas. Transformamos os hospitais em locais mais pessoais, feito sobre os haitianos e para os haitianos.
Fotos: Equipe Oster Design
Imagina chegar ao Haiti e perceber que as sinalizações não estavam certas, que as cores não estavam conforme especificado? Estaríamos longe de casa; em um país que não falávamos a língua nativa, esses erros nós não poderíamos cometer. Para isso, produzimos todo o material no Brasil, com fornecedores que já trabalhávamos. Conferimos peça por peça, adesivo por adesivo — até a equipe de instalação foi daqui. Aliás, ainda bem que foi assim, com tanto material para levar tínhamos que pensar em uma logística viável. Solução: os itens pessoais de cada um tinham que caber em uma mochila que pudesse ser levada como bagagem de mão, isso porque cada grama disponível como bagagem para despachar seria usada para o material. Loucura, correria… mas deu tudo certo!
Enfim, havia chegado a hora de saber se tudo o que projetamos funcionaria como esperado e assim embarcamos para o Haiti! Mas isso é assunto para o próximo post. Já vocês vão saber como tudo aconteceu. Será que deu tudo certo?
Aguardem!












